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Você sabe escolher frutas e hortaliças? Veja 10 dicas

Apertar, agitar, cheirar, olhar com atenção… Cada um tem o seu jeitinho de analisar se as frutas, verduras ou legumes estão em boas condições para compra e consumo. Mas será que você está fazendo certo?

Para começar, não existe uma regra universal, cada produto tem uma técnica especial para avaliação. No entanto, neste artigo, daremos 10 dicas que englobam, de maneira geral, a escolha de vários tipos de frutas ou hortaliças.

1. Cuidado com os pacotes fechados

O ideal é escolher cada unidade do produto que você está comprando, alerta a nutricionista Karin Honorato. Isso porque é possível que os alimentos posicionados mais em baixo, de difícil análise, estejam em condições piores.

2. Use seus sentidos

O primeiro passo para escolher cada unidade é usar todos os seus sentidos, começando pelo tato: aperte levemente, para verificar se a estrutura do alimento tem firmeza. Características como partes moles e odor forte podem indicar que o produto já está muito amadurecido e impróprio para o consumo.

Verifique também se as frutas e as hortaliças não estão murchas e machucadas.

A cor é outro fator importante. Cada fruta tem o seu padrão. Por exemplo, a casca do limão deve ter brilho, indicando que tem mais suco. Já a do abacate deve ser fosca, um sinal de que não foi colhido há muito tempo.

3. Escolhendo folhosas

As folhosas também possuem suas particularidades, aponta a nutricionista. É preciso evitar as que estão amareladas, esbranquiçadas ou muito murchas. O padrão é que elas sejam mais firmes, verdes e sem furinhos.

4. Casca sempre inteira

Para os itens que têm cascas, observe se elas estão intactas, até mesmo aquelas que costumam se despedaçar mais fácil, como a da cebola e a do alho. “A casca é a proteção”, explica Karin, portanto, elas precisam estar “fechadinhas” e não pode estar saindo água das extremidades.

Vale também checar se elas têm furos e se não há manchas na casca.

5. Tem coisa brotando?

Analise se não há alguma estrutura saindo das extremidades, pois, quando existem brotações, é sinal de que o produto está mais envelhecido. Isso pode acontecer também com a cebola, o alho e a batata, por exemplo.

6. Evite os picados, descascados, partidos…

Na correria do dia a dia pode parecer mais prático comprar as hortaliças e as frutas já cortadas, principalmente aquelas mais duras, como a abóbora e a melancia, mas isso não é recomendado pela nutricionista. A razão é que, assim, os produtos estragam mais rápido.

Quando o alimento está partido e essa metade tem contato com o ar, o desenvolvimento de fungos é impulsionado. Portanto, caso você ainda prefira esse tipo de comercialização, certifique-se de que o plástico filme esteja bem colocado para evitar este contato com o ar.

7. Na dúvida, opte pelos menores

Com os alimentos menores, há mais chances de conseguir escolher um que esteja uniformemente maduro e adequado.

Quando você compra um produto muito grande, ele pode até parecer estar maduro por fora, mas o mesmo pode não estar acontecendo na parte interna completamente. Em outros casos, pode ter partes maduras e alguns pontos em que ele já esteja até estragado.

Karin ressalta essa dica especialmente para a compra de maçãsabobrinhas e bananas. Estas devem ter a casca lisa, sem alteração, não podem ser muito amolecidas e, quanto menor, mais fácil é verificar tudo isso.

8. Nunca perfure o alimento

Algumas pessoas são acostumadas a furar ou quebrar um pedaço do alimento na hora de escolher. É muito comum partir o quiabo para verificar se não está murcho ou duro demais ou enfiar a unha no chuchu e na pera pelo mesmo motivo. Contudo, a nutricionista não recomenda esse hábito.

Isso, na realidade, acaba machucando a fruta ou hortaliça. Além disso, é possível verificar a qualidade apenas com a textura do lado de fora, conforme explicado nas dicas anteriores.

9. Opte por produtos de safra

Bons para a escolha e para o bolso, os alimentos de safra costumam ser mais baratos, suculentos e saborosos, afirma Karin.

“Geralmente, quando está na safra, você consegue uma produção mais perto, não precisa de fazer transportes tão longos”, acrescenta. Com isso, o produto chega mais fresco às prateleiras.

10. Não exagere na quantidade

Alguns alimentos não amadurecem fora do pé, então a compra deve acontecer com eles já maduros, contudo, por esse mesmo motivo, eles têm uma vida menor em casa. É o caso da uva, que pode acabar ficando mais amarela, murcha e mole se levar muito tempo para ser consumida.

Para evitar que isso aconteça, o ideal é comprar apenas a quantidade que será ingerida em um período mais curto.

 

Fonte:

G1