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Pecuária não é a principal emissora de metano

Na última semana, o Núcleo Feminino do Agronegócio (NFA) se reuniu na capital paulista para discutir as oportunidades do Brasil com a transição global para a economia verde.

O coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Roberto Rodrigues, iniciou a discussão falando sobre a importância do país mostrar para o mundo que é capaz de alimentar a população com sustentabilidade. Em linha com o discurso dele, Beatriz Milliet, secretária de biodiversidade do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) afirmou que a pecuária não pode ser apontada como a principal causadora do metano.

“A pecuária tem um grau de emissão? tem um grau de emissão, mas também tem um grau de fixação de gases no solo e a gente não pode desconectar esses pontos. Um dos grandes pontos também relacionados à alta emissão do metano é a questão dos resíduos. Então por que não usar esses resíduos, resíduos orgânicos, inclusive, toda a questão de tratamento de lixo, na redução da emissão? A gente precisa olhar para essas questões que também são questões ambientais e que são muito responsáveis”, explicou Milliet.

Outro ponto abordado foi a conscientização da população de dentro para fora do país. Para que o Brasil consiga melhorar a imagem no exterior é preciso começar a educar ambientalmente os próprios brasileiros.

“É importante a gente conscientizar, inclusive, culturalmente. o brasileiro tem uma tendência a olhar e ressaltar o que é ruim ao invés de falar o que é bom. Isso a gente tem que olhar, a gente tem que cuidar do que a gente fala, do que a gente propaga. E também a gente tem feito um grande trabalho de educação ambiental procurando ser um órgão que difunde informações corretas. Não estou falando que não tem coisas a serem aprimoradas, mas eu acho que a gente tem que começar a falar do que é positivo. O Brasil tem uma conservação ambiental absolutamente destaque. Tem um Código Florestal que é a maior lei ambiental mundial. A gente tem que começar a falar bem desses pontos. Lógico, não tapando o sol com a peneira e fingindo que não tem pontos negativos para olhar”, avaliou Beatriz.

 

Fonte: Planeta Campo