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Nova sensação: as flores comestíveis chegaram para ficar

 

Variedades fornecem beleza e nutrientes aos pratos de profissionais e amadores e estão em alta no mercado

A preocupação em finalizar um prato não é restrita aos chefes de cozinha profissionais. Até mesmo os cozinheiros de final de semana estão cada vez mais atentos aos detalhes na hora de servir uma refeição. As flores comestíveis surgem como opções nutritivas, saudáveis e saborosas para essa proposta.

A boa notícia é que os trabalhos de pesquisa e extensão têm feito com que o cultivo e o consumo de flores comestíveis aumente cada vez mais no Brasil. A Empresa de Pesquisa Agropecuária do estado (EPAMIG), em Minas Gerais, desenvolveu estudos que comprovaram o valor nutricional e funcional das flores comestíveis.

A pesquisadora da EPAMIG, Simone Reis, uma das envolvidas na pesquisa, destacou que a valorização de estilos de vida mais simples e da alimentações mais saudáveis são fatores que têm impulsionado esses estudos.

Para orientar os consumidores, a Epamig desenvolveu uma cartilha mostrando algumas espécies que podem ser consumidas e de qual maneira.

Esse movimento de inserção das flores na gastronomia resultou em um crescimento no mercado das flores comestíveis. De acordo com artigo na Revista Campo & Negócios, assinado pelo engenheiro agrônomo, Neilton Antonio Fiusa Araújo, o Brasil possui 1,2 mil hectares de área plantada de flores comestíveis, sendo São Paulo o principal estado produtor e consumidor das flores.

O agrônomo ainda destaca que o mercado global de flores comestíveis foi responsável pela geração de US$ 265 milhões em 2018. Estima-se que, até 2030, o setor cresça US$ 504 milhões, numa taxa de crescimento de 5% neste período.

Tal evolução ocorre devido às vantagens relativas à saúde e às variedades de sabores das flores. Essas plantas não carregam agrotóxicos e, de forma geral, são compostas por vitamina C, flavonoides (substâncias com efeito antioxidante que previnem doenças como artrite, aterosclerose, diabetes e câncer) e antocianinas (pigmentos vegetais, responsáveis pela variedade de cores observadas em flores, frutos, algumas folhas, caules e raízes das plantas).

Neilton Araújo recomenda que a colheita seja feita em horários com temperaturas mais frias, para que as flores comestíveis apresentem durabilidade. As flores colhidas devem ser lavadas, secas e embaladas. A durabilidade média das flores frescas é de três a quatro dias.


Investimento necessário

De acordo com o artigo, foram realizados estudos a respeito do investimento inicial para a produção desse tipo de flores, tendo como base a implantação de uma área hidropônica da variedade capuchinha (Tropaeolium majus). Estima-se que o valor inicial de investimento é aproximadamente R$ 50.000,00.

Os custos anuais de produção, segundo os estudos, são da casa de R$ 45.000,00, gerando receita bruta anual em torno de R$ 75.000,00. A taxa de retorno obtida foi de 36% e o investimento foi recuperado em aproximadamente 29 meses ou dois anos e cinco meses.


Fontes
:

https://revistacampoenegocios.com.br/flores-comestiveis-mercado-crescente-no-brasil/

http://www.epamig.br/download/cartilha-flores-comestiveis/

https://epamig.wordpress.com/2020/02/14/flores-comestiveis-e-hortalicas-nao-convencionais-em-alta-na-mesa-dos-brasileiros/