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Feiras agro são retomadas prometendo até R$ 30 bi em negócios

O canal de negócios da agropecuária brasileira, festeiramente aguardado a cada primeiro semestre e que foi interrompido com a pandemia, agora está sendo retomado com direito a movimentar entre R$ 25 e R$ 30 bilhões. Com máscaras e álcool em gel, até onde se poderá controlar os milhões de participantes e públicos, as feiras já começaram a mostrar a que virão em 2022.

Entre grandes e famosas, e outras menos, mas importantes regionalmente, o calendário pode ser destacado com 15 eventos entre os mais representativos, descontando-se a Show Rural Coopavel, que já ocorreu, e a Expoinel Minas, que terminou no último dia 19 de fevereiro.

As feiras que acontecem de abril em diante, nos dois últimos anos foram produzidas apenas online – entre as quais uma das principais, a Agrishow, de Ribeirão Preto -, o que não deve ser visto como comparativos de negócios gerados entre produtores de máquinas, insumos e tudo o mais que se imaginar em tecnologias e serviços com os produtores rurais.

O que vale mesmo é o presencial. Só a Show Rural, que aconteceu entre os dias 7 a 11 de fevereiro, movimentou R$ 3,2 bilhões somente com expositores e nas rodadas de negócios, R$ 500 milhões a mais que a do ano retrasado, informou o presidente da cooperativa de Cascavel, Dilvo Grolli.

Desconta-se, nesta e nas demais, os serviços que pegam carona, que vão de vendas de chapéus e badulaques de toda sorte, às praças de alimentações.

Agro cresceu na pandemia

Os recordes que deverão ser batidos, em todas as frentes, além de condicionados à retomada física dos eventos, também estão dirigidos pelo avanço do agronegócio nestes dois anos loucos da covid.

Assim, por exemplo, a diretora de feiras da Informa Markets, promotora da Agrishow (25 a 29 de abril), já tem confirmada a presença de 800 marcas e presença de público acima de 150 mil pessoas, quando se conta, ainda, o fluxo de estrangeiros, inclusive fora da América do Sul.

Dos R$ 2,9 bilhões negociados na última, de 2019, cifras maiores são dadas como certas.

Lá da pequena Não-me-toque, no Rio Grande do Sul, que ainda não saiu da seca brava, espalhando prejuízos para produtores de soja e milho, entre outras cadeias – até o arroz, na região Sudoeste -, o empresário Nei César Manica não perde a esperança na Expodireto Cotrijal.

Uma das mais famosas do Brasil e do estado, ao lado da Expointer (a única do segundo semestre), em 2020 teve comércio de R$ 2,65 bilhões, 10% sobre a de 2019, a feira da cooperativa Cotrijal, presidida por Manica, já fechou mais dos que os 573 estandes do evento do ano I da pandemia.

Romaria de candidatos

As próprias cooperativas, que são as grandes promotoras, acabam multiplicando suas receitas a partir dos eventos. Daí que a expectativa festeira dos agentes do agronegócio nacional se estende aos prefeitos, governadores e o comércio e serviços locais. Por sinal, em ano de eleições presidenciais, a romaria de candidatos está garantida.

Em Ribeirão Preto, por exemplo, quem precisar de um hotel para o período, esquece. Já estão fechados desde o segundo semestre de 2021. Nem motéis se encontram disponíveis. A estimativa dos organizadores da Agrishow é balizada pelos R$ 70 milhões que ficaram na cidade em cinco dias de 2019.

Show de faturamento é distribuído para as empresas de transportes. As aéreas agradecem também essa retomada presencial das exposições, num momento em que o patamar pré-pandemia das viagens de negócios ainda não foi atingido.

Vamos a um pedaço do calendário:

Expodireto Cotrijal – 7 a 11 de março – Não-me-toque (RS)
Farm Show – 15 a 19 março – Primavera do Leste (MT)
Femec Minas – 22 a 25 março – Uberlândia (MG)
Show Safra – 22 a 25 março – Lucas do Rio Verde (GO)
Tecnoshow Comigo – 4 a 8 de abril – Rio Verde (GO)
Norte Show – 19 a 22 de abril – Sinop (MT)
Expozebu – 30/4 a 8 de maio – Uberaba (MG)
Bahia Farm Show – 31/5 a 4 de junho – Luís Eduardo Magalhães (BA)
Expointer – 27/8 a 4 de setembro – Esteio (RS)

 

Fonte:

Visão Agro