Super safra e governança é prosperidade com esperança

Por: José Luiz Tejon

Agronegócio, conceito originado na Universidade de Harvard, anos 50, pelos professores John Davis e Ray Goldberg, significa governança de todos os seus elos e agentes. Portanto agronegócio não existe para que frigoríficos e laticínios sejam odiados por produtores de proteína animal, e vice-versa; não existe para que tradings e agroindústrias não tenham diálogo e relações de longo prazo com os agricultores, e muito menos que todos eles não se entendam com pesquisadores, órgãos da ciência, empresas de insumos, mecanização e, ao final, que meio ambiente, responsabilidade social, supermercados e consumidores não sejam tratados como órgãos vitais de todo esse organismo que de agronegócio vira agrocidadania, onde o próprio Prof. Ray Goldberg nos manda uma mensagem atual: “isto tudo se transformou num mega sistema de saúde”.

Se esse sistema “agribusiness“ foi identificado como algo para ser gerenciado e governado, considerando todas as suas partes, muito menos ele sobrevive se for utilizado para fins ideológicos, político partidários, religiosos, ou como armas em conflitos nas guerras frias, onde embargos de alimentos vira e mexe são utilizados. Desta forma o Brasil precisa superar. Precisamos dobrar o PIB nacional urgente e velozmente. Para que isso possa ocorrer temos uma riqueza na forma do que aprendemos a fazer na originação de alimentos, grãos, energia, bioprodutos, frutas, madeira, fibras, etc. Precisamos de super safra.

A Abapa me informou que deveremos ter uma colheita do algodão na Bahia com produtividade superior a do ciclo anterior. A Conab passou uma previsão para a safra 2021/22 chegando a quase 290 milhões de toneladas de grãos no Brasil. Sem uma super safra não iremos realizar a riqueza social que irriga todo o comércio derivado dos campos, águas e mares, sem abundância na originação não iremos viabilizar agroindústrias com agregação de valor, e sem isso não iremos obter a justa e devida prosperidade para todos os brasileiros, precisamos disso e de mais, muito mais do A do abacate ao Z do zebu, uma governança incluindo comércio, serviços, indústrias, com produtores, suas entidades e cooperativas. E precisamos da governança vital de tudo isso com meio ambiente e responsabilidade social. Ouçam “Bom dia minha terra“ da extraordinária compositora e cantora Roberta Miranda. Um hino. Afinal agro também é cultura.

O presidente da OCB Marcio Lopes disse: “cooperativismo é a liderança da prosperidade, e prosperidade é a governança da esperança”. Sem dúvida essa frase vale para todos nós brasileiros daqui pra frente. O Brasil que coopera supera e prospera. O povo brasileiro espera muito mais das suas lideranças do que estamos conseguindo entregar.

*José Luiz Tejon

Mestre em Arte e Cultura pela Universidade Mackenzie, e Dr© em Ciências da Educação pela UDE – Universidad de la Empresa, no Uruguai. Professor convidado da Audencia Business School – França (Master Science em Food Management), Coordenador Acadêmico de Programas da FGV In Company.

Jornalista, publicitário formado pela Casper Líbero, autor e conferencista internacional. Presidente da TCA International. Sócio Diretor da agência de publicidade e consultoria Biomarketing. Membro do Conselho de Entidades e de empresas privadas. Administrador com ênfase em Marketing, com especializações na Pace University de Nova Iorque; Harvard, e MIT Nos Estados Unidos. Em liderança tem especialização no INSEAD, da França. Profissional premiado com Top de marketing pela ADVB e outras entidades do segmento publicitário.

Tem forte atuação na mídia, na educação e no universo empresarial. É comentarista da rede Jovem Pan de Rádio, articulista de diversas mídias. Eleito pela Revista Isto É Dinheiro uma das 100 personalidades mais influentes do agribusiness.

Foi Diretor do Grupo O Estado de S. Paulo, da Agroceres e executivo da Jacto S/A. Autor e coautor de 33 livros, incluindo o novo lançamento: “Guerreiros não nascem prontos” (na lista dos Best Sellers 2016) e os Best Sellers: “O vôo do cisne”, “A Grande Virada – 50 regras de ouro para dar a volta por cima”, “O Código da Superação – Uma fascinante jornada além da conquista” – pela Editora Gente e “Elas: Heroínas do Por do Sol”, pela Editora Perse. É reconhecido como um dos melhores conferencistas internacionais com ênfase em superação e conta com dois de seus livros já publicados na Europa.

Tejon é considerado uma das maiores autoridades nas áreas da gestão de vendas, marketing em agronegócio, liderança, motivação e superação humana. Troféu Great Speaker Olmix em Paris, França. Homenageado pela Massey Ferguson como destaque no agrojornalismo brasileiro 2017. A partir de 1 de outubro de 2015 passou a integrar o Hall da Fama pela Academia Brasileira de Marketing e recebeu o Prêmio Destaque Imprensa pela AEASP em 2016.