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5G: a importância da conectividade no campo

Especialistas acreditam que a tecnologia 5G representa uma grande oportunidade para a melhoria da competitividade da agricultura e dos produtos do Brasil e, consequentemente, essa alavanca vai significar o aumento dos empregos no agronegócio, movimentando ainda mais a economia do País.

Em linhas gerais, a expectativa é que a ampliação da conectividade no campo seja um fator determinante para aumentar a produtividade, mais eficiência das operações agrícolas, ajudar na otimização dos insumos e dos recursos naturais, além de redução de custos para o setor.

A conectividade no campo traz inúmeras ações inovadoras para o meio rural, desde a criação de startups, utilização da inteligência artificial, melhorias na gestão de maquinário e monitoramento do funcionamento, entre outros benefícios.

Na pecuária, o gado também pode ter o comportamento monitorado, por exemplo. No comércio, a tecnologia também tem vez. O e-commerce é uma tendência que conecta produtores e consumidores de qualquer parte do País em questão de segundos.

Outra característica relevante é que a tecnologia digital é transversal a toda cadeia de valor da agropecuária desde a pré-produção à produção. A tecnologia 5G pode beneficiar uma série de aplicações no setor agrícola como estimativa de safra, monitoramento de culturas e animais, colheita e pulverização automatizadas, detecção de pragas e doenças agrícolas, entre outras.

O setor agrícola acredita que a discussão da conectividade vai muito além de trazer “apenas” tecnologia para o campo. É uma oportunidade para o Brasil criar um programa de modernização da agricultura.

Conectar pessoas

Vale dizer também que conectar o Agro não é somente para máquinas. Muito mais do que máquinas, são as próprias pessoas que estarão conectadas e, o Agro, é feito por pessoas. O Agro, ao longo dos anos, tem se mostrado que é movido por ciência, tecnologia e inovação e, obviamente, por pessoas que movimentam a economia brasileira.

De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o setor é responsável por 21,4% do Produto Interno Brasileiro (PIB), 32,3% da mão de obra e 48% da exportações do País, em 2019.

Pandemia acelerou o uso de tecnologias

A pandemia da Covid-19 acelerou o uso de tecnologias em diversos setores da economia, incluindo o agronegócio. Profissionais do meio rural não ficaram de fora, pois estar conectado significou melhorar e agilizar diversos processos durante este momento pandêmico.

Esta tônica foi evidenciada na 8ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural, da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio, que teve como um dos principais objetivos apresentar os impactos provocados pela pandemia do novo coronavírus, entre os agricultores e criadores.

De acordo com a pesquisa, 91% das propriedades dedicadas a atividade da pecuária possuem alguma conexão de Internet, inclusive via rádio ou outras formas, enquanto 88% das fazendas especializadas na agricultura também estão conectadas.

Outro levantamento feito pela Embrapa, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e direcionado para pequenos e médios produtores, mostra que 85% com esse perfil de negócios já estão usando algum tipo de tecnologia digital para gerenciamento de suas propriedades.

O fato é que a pandemia contribuiu para uma digitalização mais rápida e, por conta do acesso digital, muitas famílias, que antes se dividiam entre o campo e as cidades, puderam se estabelecer totalmente nas propriedades rurais, por conta da boa conectividade que foi implementada nas áreas rurais.

Para o acesso a esses grupos online, a pesquisa ABMRA informa que a grande maioria dos produtores rurais possui um aparelho smartphone (94% dos entrevistados). Em 2017, esse número representava 61%.

TCU antecipa votação do edital do leilão 5G para agosto

Há tempos que a chegada da tecnologia 5G no Brasil vem sendo tema de destaque no setor rural, ganhando espaços em audiências públicas que debatem a conectividade no campo.

Até mesmo o Tribunal de Contas da União (TCU) antecipou o prazo de análise do edital do leilão do 5G para ser votado no próximo mês, no dia 18 de agosto. O edital já estava em análise pelo órgão há oito meses. Após aprovado pelos ministros do TCU, a expectativa do Ministério das Comunicações é de que o edital seja publicado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), para a inscrição das empresas, em até cinco dias – e com mais sete dias poderá ser publicado.

Com estas datas definidas, a expectativa do Governo Federal é realizar o leilão do 5G ainda este ano, beneficiando 27 capitais até julho de 2022. Como citado, o avanço do leilão é esperado pelo setor agro pela previsão de aumento da conectividade no campo. Para o Governo Federal, a estimativa é que o agronegócio tenha um crescimento do PIB de 20% ao ano, já que toda a linha de produção poderá ser conectada.

Entre as contrapartidas exigidas das empresas, que ganharem a disputa, está o fornecimento de tecnologia 4G em localidades afastadas, zonas rurais, rodovias e a migração do sinal da TV parabólica.

Em relação aos pontos de testes com antenas de 5G nas áreas rurais, o Ministério das Comunicações mostra alguns avanços para o setor. O País terá 20 pontos que serão doados pelas empresas de telecomunicações. O próximo ponto é Londrina, no Paraná, na Embrapa, em agosto.

Para o Ministério, com a chegada do 5G, o setor produtivo poderá aumentar o seu desempenho. O agro terá mais eficiência, mais economicidade e por isso os esforços em alguns pontos de teste. O 5G é uma das alavancas para que o Agro se torne cada vez mais competitivos em relação aos outros países.

Fontes:

Ministério das Comunicações

Canal Rural

8ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural

Embrapa